# A Dri aprende o jeito de pedir de cada cliente

> Como a Dri aprende o vocabulário de cada cliente com as suas correções na cotação, e por que um apelido de código só vale depois de aprovado.

Fonte: https://vendria.com/ajuda/a-dri-aprende-o-jeito-do-seu-cliente

## Onde fica

O aprendizado não tem tela para o vendedor: ele acontece por trás das leituras
de pedido que a Dri faz, na conversa e na importação pela tela. Você o percebe
nas cotações de **Cotações**: o mesmo pedido de um cliente frequente vem com
menos dúvida com o tempo.

O que alimenta o aprendizado é o seu trabalho na cotação: cada vez que você
corrige o produto de uma linha. E quem aprova o que vira memória permanente é o
administrador da sua empresa.

## O que a Dri guarda de cada cliente

Cada cliente tem o próprio vocabulário: chama a caixa kraft de *"cx kraft 30"*,
escreve o código sem o prefixo, usa uma abreviação que só a empresa dele usa. A
Dri guarda esse jeito **por cliente**:

- **Apelidos de código**: *"cx kraft 30"* é o produto tal.
- **Abreviações**: a forma curta e a forma completa.
- **Códigos prováveis**: o que aquele cliente pede com frequência.
- **Unidade preferida** e **observações sobre o layout** do pedido dele.

## A memória é do cliente, não do vendedor

Dois vendedores que atendem a mesma empresa leem os pedidos dela com a mesma
memória. E o que um cliente ensinou não entra na leitura de outro: a memória é
buscada pelo cliente **daquela cotação**, e duas memórias nunca se misturam na
mesma leitura.

Isso depende de o cliente estar certo. Com o cliente errado escolhido na
conversa, a leitura sai com a memória do cliente errado. Ver [Escolher o cliente da conversa no WhatsApp](/ajuda/escolher-o-cliente-na-conversa).

## De onde vem o aprendizado: a sua correção

Quando você corrige o produto de uma linha (resolvendo uma dúvida na linha ou
trocando o produto na tela), a correção vira aprendizado **na hora**, mesmo
que a cotação nunca seja confirmada. Três coisas acontecem:

1. **A loja aprende a confusão de leitura.** "Quando se lê este código, o
   produto certo costuma ser aquele" fica registrado para a loja, e vale para os
   pedidos de todos os clientes dela. Uma correção sozinha pesa pouco; várias,
   na mesma direção, pesam mais.
2. **Os códigos prováveis do cliente são atualizados**: o produto que você
   escolheu passa a contar como um pedido daquele cliente.
3. **Um apelido é sugerido**: "o que este cliente escreve assim é este
   produto" entra numa fila de sugestões, e **não vale** até ser aprovado.

A correção mais valiosa é a de uma linha que a leitura tinha resolvido com
**confiança e errado**: é justamente o caso em que ninguém desconfiaria sem
você.

Quando uma cotação é confirmada, as diferenças entre o que a Dri leu e o que
ficou no pedido também viram sugestões.

## Nenhum apelido entra sozinho

Os apelidos de código são a parte que muda a leitura com mais força, e por isso
**nenhum apelido entra na memória do cliente sem aprovação**. A sugestão fica
numa fila, registrada com a origem dela, e o administrador da sua empresa
aprova ou rejeita. Se você corrigiu uma linha e a próxima leitura daquele
cliente ainda errou no mesmo lugar, a sugestão pode estar esperando aprovação.

## São dois caminhos, e eles carregam coisas diferentes

Isto explica um comportamento que parece inconsistente:

- **Na leitura do pedido** entra uma fatia limitada da memória: no máximo 40
  apelidos, 20 abreviações e 20 códigos prováveis. A leitura é um passo de
  inteligência artificial: uma lista longa **dilui** a atenção em vez de ajudar.
- **Na hora de casar o código com o catálogo** entra a memória **inteira**,
  porque ali a comparação é exata e uma lista grande não atrapalha.

Então um cliente com memória grande pode ter um apelido que não influenciou a
leitura e, mesmo assim, casou certo no final. Não é sorte: são os dois
caminhos.

## Quando duas pessoas ensinam coisas diferentes

O mesmo texto pode acabar ensinado apontando para dois produtos: duas pessoas,
dois pedidos, discordando sobre o que aquele código quer dizer. Como a memória
está hoje na maioria das lojas, **vale o que foi aprovado primeiro**: o apelido
antigo continua valendo e o novo é descartado, sem aviso.

Em algumas lojas há uma proteção a mais, que marca o apelido como em disputa e
o deixa sem efeito até alguém resolver. Ela ainda não está ligada em todas as
lojas, então não conte com ela: se você perceber que um apelido está levando a
leitura para o produto errado, avise o administrador para corrigir.

Uma **troca explícita** ("este código agora é o produto B, aposente o antigo")
é diferente: ela instala o produto novo como o válido, em qualquer loja.

## O que isso muda no seu dia a dia

- **Corrija na linha, não só no arquivo final.** Trocar o produto certo na
  cotação é o que ensina; corrigir só no ERP depois não ensina nada.
- **Confira o cliente antes de mandar o pedido.** A memória usada é a do cliente
  da cotação.
- **Cliente novo lê com mais dúvida.** A memória dele começa vazia, e as
  primeiras leituras são naturalmente mais incertas. Ver [Como a Dri encontra o produto que o cliente pediu](/ajuda/como-a-dri-encontra-o-produto).

## Perguntas comuns

**Corrigi na mão o produto de uma linha. Isso muda alguma coisa na próxima
leitura desse cliente?** Sim. Os códigos prováveis dele e o registro de leitura
da loja mudam na hora; o apelido entra quando for aprovado.

**O apelido que ensinamos não influenciou a leitura, mas o produto veio certo.
Como?** A leitura usa só uma fatia da memória; o casamento com o catálogo usa a
memória inteira.

**O que um cliente ensinou vale para outro?** O apelido e os códigos prováveis,
não: são por cliente. O registro de confusões de leitura é da loja e ajuda os
pedidos de todos os clientes dela.
